Fazenda Gravatá -1854

   
Em 1794, João Velho Pinto Barreto, que residira até esse ano, na vila de S. Salvador, pouco abaixo do engenho d'Água, próximo à residência de sua sobrinha Josefa casada com Manoel Caetano, sentindo como outros fazendeiros a falta de lenha utilizada em seus engenhos fundou sua fazenda nas terras da referida sesmaria, mais precisamente na ilha do Gravatá ou Caroatá.
Fazenda  Gravatá -1854
   Edificou ali seu engenho e a sede da fazenda (a mais antiga construção existente em nosso território (em ruínas), bem como a capelinha dedicada ao santo por cujo nome era conhecido o lugar (São Lourenço). Anualmente promovia com grande pompa festividades dedicadas ao santo, e estas atraiam as principais famílias de S. Salvador, amigos e parentes do generoso fazendeiro. Ficou conhecido como alferes João Velho Barreto (do Gravatá), e já havia falecido em 1820, quando sua viúva Paula da Silva Barreto, seu filho e suas três filhas obtiveram a confirmação da referida sesmaria. Incendiando o engenho em 1836, ardeu também a capela, e algumas alfaias e vasos sagrados salvos do incêndio foram por D. Izabel, filha do fazendeiro, doados à Matriz de S.
Fazenda  Gravatá -1854

Fazenda  Gravatá -1854
    Francisco de Paula. Por sucessão, passou a fazenda à viúva D. Paula e aos filhos do alferes João Velho Barreto em seus dois casamentos. João da Silva Barreto (filho do primeiro casamento do Alferes) além da parte que lhe tocou de herança (Registro nº 84, no livro de Registro Paroquial de Terras da Freguesia de S. João Baptista da Barra, à folha 2, em 25-11-1854), adquiriu mais os sítios denominados Campo Novo e Vates (Registrados no mesmo livro, folha e data acima citados).

 Da união dessas três propriedades, resultou sua fazenda onde fixou residência e constituiu uma grande família, cujos membros espalharam-se pelo “Sertão de Cacimbas”, como segue:
Fonte:Livro de Senhor Mario Menezes

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